segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CONVOCAÇÃO GERAL: Carnaval no bloco Me Deixa à Vontade


Passado o evento da greve da Polícia Militar, que certamente abalaria a beleza do carnaval baiano, com dias de pavor e medo, pois afinal, poderia acontecer muita violência por falta de segurança, é chegada a hora de curtir os dias de momo no bloco da gente, que é a nossa cara, o Me Deixa à Vontade!

Estamos aí também no Carnaval para mostrar para o turista que aqui chega à nossa terrinha, o espírito folião que traz cada deficiente, seja qual for sua deficiência, a cair na gandaia sem medo ou preocupação de ser feliz, tal como um pinto no lixo. Êta maravilha!!

CONVOCAÇÃO GERAL: convoco todos deficientes baianos ou não, independentes de suas deficiências visual, física, auditiva, intelectual e outras, a pular a trás do trio com toda alegria no bloco Me Deixa á Vontade, que como nome já diz é um lugar de liberdade com sabor de pura diversão e nada que impeça o folião de ser um folião de verdade. Venha fazer parte dessa divertida participação coletiva curtindo com a gente!

Esse projeto da ABADEF – Associação Baiana de Deficiente Físico – de inclusão social existe há mais de uma década e conta com cerca de 1000 associados.

Neste carnaval o tema do bloco é sobre as mulheres de Jorge Amado, fazendo também a sua homenagem ao grande escritor baiano e suas mulheres, conhecidas pelo mundo afora, tais como: Gabriela, Tieta, Tereza Batista, Dona Flor, Dora entre outras.

A Abadef espera emplacar outro sucesso ao botar seu bloco na rua e desejam a todos aqueles foliões de carteirinhas, um Carnaval 2012 com muitas recordações de bons momentos no reino da folia baiana. Um grande Axé!

SERVIÇO:
O QUE:
Carnaval 2012
ONDE: Salvador, Bahia
BLOCO: Me Deixa à Vontade - ABADEF
ATRAÇÃO: Carlos Pita e Banda
SAÍDAS: Sexta e Sábado de Carnaval
HORA: 18 HORAS
CIRCUITO: Osmar (circuito antigo) – do Campo grande até a Casa da Itália
INFORMAÇÃO: Ass. Baiana de Deficientes Físicos - ABADEF
CONTATO: TELEFAX: 3321-5500 / 3329-0055 / 8829-0929
EMAILS: abadefba@yahoo.com.br luizacamarada@oi.com.br

Leon Danon
Publicitário
EMAIL: leondanon@yahoo.com.br

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

NESSE CARNAVAL, ME DEIXE A VONTADE...


Vamos dá um colorido no melhor carnaval do mundo, é claro, o realizado em Salvador, na Bahia. O folião que se preza, mesmo sendo deficiente, vem pra cá ligeirinho e vai pra rua se divertir de qualquer jeito: de Muleta na mão, de andador ou até mesmo de cadeira-de-rodas, o que importa é curtir num estilo bem “Me deixa a vontade” nesse carná de 2012.

Vocês devem está se perguntando: como um deficiente pode cair na folia do jeito que nosso carnaval se encontra, totalmente sem nenhum espaço pra mais um folião sequer?
A resposta vem na ponta da língua: Saindo no bloco “Me deixa A Vontade” da ABADEF - Associação Baiana de Deficiente Físicos, que teve a brilhante ideia (meus parabéns a Maria Luiza Câmara, presidente da entidade), de levar todo ano uma legião de pessoas felizes, coloridas e cheias de graça, para o meio da rua que estão a fim de aproveitar o momento ao som do trio-elétrico e nossos inúmeros blocos, participando do Carnaval numa boa.

*Segundo Maria Luíza Câmera, a ideia surgiu para mostrar às pessoas que é possível quebrar todas as barreiras. “Esta foi a ideia mais ousada do movimento de pessoas deficientes no mundo. É o único bloco desse tipo no planeta, e eu o criei com esse nome sugestivo para que todo mundo saiba que a gente fica à vontade mesmo!”, conta, empolgada.

Neste carnaval o bloco estará completando 20 anos de história, com muita animação e irreverência pra folia baiana ao desfilar no circuito Osmar (circuito antigo) do Campo Grande até a Praça da Piedade, sempre com uma atração de peso a puxar os foliões.

O bloco chega à avenida para mostrar aos outros que correm sem dificuldades atrás do trio, que brincar nos dias de momo não é nenhum empecilho, e sim uma maravilha, dançar, brincar e ouvir as músicas que serão sucesso nas figurinhas carimbadas como Ivete, Claudinha Leite, Chiclete com Banana entre outros.

CONVITE: Para quem gosta do Carnaval nada melhor do que entrar em contato com a ABADEF Informações: (71) 3321-5500 e 3329-0055, e garantir ainda seu abadá enquanto há tempo.

Desejo a todos um bom carnaval com muita folia, serpentina, confete, azaração e muito beijo na boca. Ah! E camisinha no bolso, ok?

* Site: Carnaval Bahia – www.carnavalbahia.com.br
Reportagem: Bloco Me deixa À Vontade completa 18 anos com alegria e irreverência


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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

NOSSO 2012



Baiano que sou posso dizer sem sombra de dúvida, que se parasse para escrever nos meus blogs, crônicas, artigos ou ensaios para 2012, certamente só teria estórias de festas de uma gente movida ao toque do tambor. Está no sangue a pulsar a felicidade “a baiana” que contagia e serve de modelo pra quem quer levar a vida com um sorriso largo, mesmo com as preocupações, é verdade... Quem não as tem?
O baiano sabe como ninguém viver de cuca legal, pra passar a maior parte do ano, na gandaia, na balada, sempre em movimento, mesmo morrendo de trabalhar. Não conheço um fulano sequer que não pense em sair “pro reggae”.

Nosso calendário funciona assim: Já no final de janeiro tem o Festival de Verão, em fevereiro as festas de largo (Festa de Iemanjá, de Itapoan, do Bonfim), em seguida o Carnaval (uma semana de folia) e finalizando o 1º semestre o São João do interior. Abrindo o próximo, em Julho meu aniversário (afinal ninguém é de ferro) e daí por diante vários ensaios e festas como prévia do ano seguinte. Em matéria de confraternização a Bahia é o lugar!

Mas qual é a correlação entre o baiano e o deficiente físico? Justamente o espírito de ver alegria em tudo, de não se queixar diante as dificuldades e de está sempre disposto em recomeçar, mesmo que isso lhe custe começar do zero. Ou seja, caí, mas não se entrega na maior felicidade. Nesse particular somos bem parecidos em fazer de um limão uma limonada e no final, tudo se resolve porque trazemos no coração um sopro de vida, capaz de movimentar grandes embarcações.

O ano de 2012 deve está aberto às novidades e novidades das boas que faça nosso viver melhor. Onde qualquer cidade nos proporcione uma qualidade de vida e respeito, pois a muito estamos carentes de coisas que facilitem nosso relacionamento como pessoas, ao dividir o mesmo espaço e o mesmo brilho do sol.

Desejo que o nosso 2012 (isso vale pra todos) comece como a força das marés, aquela mesma força de arrastar casas, pra concretizar todas as nossas realizações que brindamos na certeza de tudo melhorar.

Você que teve essa intenção e bebeu a champanhe na maior fé, de que em janeiro estivesse num lugar completamente novo, trate de persistir a cada momento lembrando que o ano pra ser novíssimo, depende muito de seus pensamentos e de suas boas ações. Ninguém é um ser sozinho, e, as diferenças não existem para quem procura viver com seu semelhante.

Então siga a risca esse texto e viva como um bom baiano, se poder...

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sábado, 24 de dezembro de 2011

A REAL DO NATAL ou ESSE TAL PAPAI NOEL


Todos nós sabemos que o Natal tem um significado mais próximo ao Papai Noel e com ele, todos os pais sabem, o consumismo vem escondido no sorriso do bom velhinho. É a hora dos shoppings de todo país ficarem aberto no mínimo 36 horas e as pessoas gastarem seu 13º salário no calor da emoção. Querem dá presentes e também receber o seu, na expectativa de materializar seu pensamento naquilo que esperava ganhar, quando isso acontece, o presente de Natal cumpriu sua função: Deixar alguém feliz!

Penso com os meus botões: Este significado de consumir e fazer aquecer a economia do país, nada tem haver com a tal fraternidade, do pensamento de enxergar no próximo, nosso irmão e fazer brotar do coração das pessoas boas ações que faça melhor nossa condição como sociedade. Seria tão legal ver nos jornais de toda cidade notícias que falasse de coisas prazerosas, nada de fatos que deixem a gente presa em casa, com medo de acontecer alguma maldade alheia.

O dinheiro possibilita nesse caso, uma felicidade momentânea, mas não transforma sentimentos e atitudes que nos façam sonhar com uma realidade mais humana no sentido da coletividade. Vivemos numa época do isolamento social e nem a internet com seus e-mails e redes sociais está sendo capaz de tirar o individuo de casa. É cômodo e seguro dizer “oi” na distância.

Desde que me entendo o Papai Noel é sinônimo de presente e depois que entendi que meu “Papai Noel” era na verdade papai Isaac, me fez descobri que esse símbolo é nutrido pela publicidade que transformou a boa ação do bispo Nicolau, lá em 280 d.C. na Turquia, ao deixar saquinhos de moedas próximos às chaminés das casas de pessoas carentes em uma ótima oportunidade de o capitalismo tirar proveito. Daí surgiu à loucura das compras de Natal e todas suas armações pra levar o cidadão a comprar a qualquer custo, sem lembrar-se dos preços altos e nem sequer pensar nas dívidas futuras em cartões de créditos. Um verdadeiro milagre natalino!

Vocês leitores devem está se perguntando duas coisas: a primeira, diz respeito ao presente. Será que essa crônica tão anti-Papai Noel é porque o Leon vai passar sem receber nenhum nesse Natal? A outra é em relação à grana: Faltou pra comprar um presentinho? Posso jurar que vocês estão todos errados, mas a verdade que se gasta uma fortuna nesse período e o sentido correto do Natal é cristão. Uma semana entre o Natal e o Ano Novo para volta-se ao seu próximo desarmado, cheio de amor pra compartilhar e ajudar naquilo que for preciso, ou seja, as pessoas precisam respirar tranquilas, não somente nesse breve espaço de tempo, mas a vida inteira para a coletividade ganhar unidade e beneficiar a todos, entende?

Gostaria de ver o tal do Papai Noel no seu sentido original, pois esse de representante oficial do capitalismo vai de encontro com a proposta de fazer amigos ou revê-los, de entendimentos entre as pessoas, é a hora de perdoar e ser perdoado, enfim... De paz entre a gente!

O representante fiel do Natal ainda é pra mim o Nascimento de Jesus, a Família Sagrada e o Presépio. Símbolos que formam os pilares de como devemos proceder na vida, a ponto de contribuir para uma convivência pacifica, tentando trazer de volta o velho e conhecido por alguns, conceito de humanização, já esquecido, inclusive por esse modismo de consumismo representado pelo “bom velhinho”. Muito embora ele também mexa com a sensibilidade dos outros, mas não o suficiente para plantar na cabeça e no coração o amor que tudo transforma e possa ser duradouro a ponto de levar uma vida inteira. O espírito de Natal permanece já o Papai Noel desaparece logo depois de dar seus presentes. Notou a diferença?

Leon Danon
Publicitário
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

AOS MEUS LEITORES DAQUI







Nesses últimos dias tive uma grata surpresa, ao ver minha coluna “Deficiente Danadinho” entrar na relação das mais vista neste blog. O artigo em que falo da acessibilidade dos deficientes só na época da copa foi lido por 24 pessoas, número que me deixou bastante animado, pois é sinal que estou interagindo com leitores, ou melhor, consegui fazer com que as pessoas prestem atenção naquilo que escrevo. A satisfação não foi maior por que não ficou registrado nenhum comentário sobre o assunto. Assunto este, de grande relevância, quando se trata de uma questão bastante debatida nos fóruns sobre o deficiente físico e a sua dificuldade em andar pelas ruas cidade, com pouca ou quase nenhuma rampa e passeios que facilitem sua locomoção.

No dia 3 de dezembro de 1982, foi proclamado o Dia Internacional do Deficiente Físico, data que a ONU – Organizações das Nações Unidas – reservou pra gente, através de um programa de ação social aonde a sociedade venha a participar junto com ao deficiente de um mundo mais acessível, trazendo muitas oportunidades de interagir sob todas as formas, principalmente da nossa qualidade de vida, como também de uma consciência ampla e irrestrita sobre o que é ser um deficiente a viver ainda, num mundo dito igualitário e globalizado, mas que tem uma vida de cercada de preconceito.

O conceito dado ao deficiente físico a nível mundial, diz: ”Podemos considerar como deficiência física quando alguma parte do organismo humano não apresenta um funcionamento perfeito”. Nada se refere às coisas que nos maltratam, ferem o coração, faz doer na alma e provoca o choro com gestos e palavras de segregação.

Quem alimenta este preconceito equivocado (aliás, todo preconceito é grande equivoco, pois o preconceituoso nunca vê o outro lado), é uma pessoa árida de sentimentos que impõe limites e distâncias. O comercial “Invisíveis” criado pela Agência Z+ (como publicitário, merece meus parabéns) para campanha da AACD – Associação de Assistência a Criança Deficiente – define perfeitamente tudo que passamos, ao concluir que a realidade assusta e ainda persiste, ao afirmar que “A maior limitação de um deficiente físico não está nele. Pode estar em você.” Uma verdade absoluta!

Mas mudando de assunto, pois nossa vida não é só de lamentos e lágrimas, de alegria também se vive e sem ela, nosso pano de fundo, estaria sem ver a beleza em canto algum que fosse.

Pois bem, gostaria de agradecer imensamente todos aos meus leitores daqui e que também visitam o blog da minha amiga, atrás de novidades que possam fortalecer na sua lida diária com exemplos de atitude e comportamento. Espero que a gente te faça enxergar um passo além e fazendo vê o sol brilhar mais forte e poderoso, quando se trata de viver de uma maneira plena, sem fronteiras ou empecilho que impeça seu belo caminhar.

Neste Natal e Ano Novo desejo a todos um forte abraço, daqueles que só a amizade conhece e meus sinceros votos, que em 2012 vocês se realize ainda mais como pessoa e profissional, continuando a fazer nosso mundo sempre melhor, de coisas positivas para o bem da coletividade.

Sejamos um único pedaço nunca fração.
Até o próximo janeiro!!!

Leon


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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

É NÓIS NO PARAPAN AMERICANO




Há muito tempo que essa gente mostra seu valor, de um modo bem diferente (na visão das pessoas sadias), mas absolutamente normal na vida de cada deles. Entenda: Somos todos iguais aos olhos de Deus.

Se a gente pensasse nas dificuldades superadas e na sua imensa vontade de manter-se erguido, de cabeça levantada, diante de todas as situações adversas, veríamos que nada é por acaso e toda essa gente tem um algo a mais, que para os ditos “normais” sempre passam despercebidos. Cada atleta do Parapan americano exemplifica uma vida de superação, que para ele acostumado a viver de perdas – perdas de todos os sentidos, vencendo e ganhando medalha significa muito: É a deficiência deixando de ser um empecilho, a mostrar para o mundo que não se devem ter barreiras e nem preconceitos com o deficiente.

Esse tipo de atleta não se encontra em qualquer lugar, pois sua determinação, às vezes até sobre-humano, faz um individuo ser especial sobre todos os sentidos, com a sensibilidade diferenciada capaz de sobressair em coisas impossíveis e imagináveis.

O Brasil “deficiente” já chegou a 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, correspondendo a 24% da população do País, registro do CENSO de 2010. E assim como essa amostragem, o preconceito e o descaso também não ficam atrás, cresce galopante em todos os cantos. Mas nem por isso, somos sinônimos de fraqueza e incapacidade. Muito pelo contrário, trazemos na força de vontade e no pensamento positivo, a certeza absoluta que tudo é possível, desde que você possa transformar essas virtudes – só herdadas a quem é persistente – numa realidade concreta. À esse tipo de pessoa que costumo chamar de vencedor de ouro. O verdadeiro metal reluzente é o eterno coração que impulsiona a fazer tudo isso!

A emoção é grande em vê que a alegria, a felicidade e o dever comprido de representar bem o Brasil, fazem parte também de quem, geralmente é desacreditado, mas nem por isso se sente menor, diante das pessoas que não sabem o que se passa na cabeça de um verdadeiro campeão. Resumindo tudo numa única palavra, é gratificante!

Espero que sirva de espelho e ânimo esse evento Sul-americano para pessoas deficientes, irem à luta, se jogar sem medo dizendo: Eu existo! Faça você mesmo a sua estória. Precisamos cada vez mais nos fazer presentes em todos os lugares, onde o “eu duvido” caia por terra e comprove que nada é impossível, quando se trata de uma pessoa dizer a que veio, mesmo não sendo 100% fisicamente.

Lembre-se: não somos diferentes em nada e o que temos, com certeza, fará um detalhe mais significativo do que trazemos no corpo e na alma.

Saiba: você estará sempre incentivando a nascerem outras pessoas iluminadas que estarão num futuro bem próximo, a colecionar outras medalhas, independente do metal. Pois nessa competição, de igual pra igual, levando a gente se misturar aos ”perfeitos”, nada é tão simples do que viver entre eles e o que tiver de vir, será lucro. A deficiência maior é aquela que nos impõem uma realidade não existente, seja ela qual for, nunca esteve no nosso dicionário.

Parabéns aos atletas do Parapan americano e a todos os deficientes que se acham, com todo direito, a cereja do bolo.

Até a próxima!

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Bela e a Fera

Nesse fim de semana, voltei à minha infância assistindo à estória "A Bela e a Fera" na tv. Não sou mais criança, e nem gostaria de voltar a ser, mas adoro ver filmes de animação e alguns desenhos que me relembrem essa fase da minha vida. E essa estória " A Bela e a Fera " sempre foi a minha preferida, o motivo só vim ter consciência, na adolescência, é que ela mostra que devemos olhar, gostar, amar as pessoas além da sua aparência. Quantas vezes, quando pensamos em ter um namorado (a) pensamos : quero uma pessoa bonita, carinhosa, companheira, com bom humor, simpática.
Gente, coitados dos feios (as)! Será que eles só podem ser e ter amigos (as), não têm o direito de amarem e serem amados (as)?
Essa cobrança da nossa sociedade pela busca do belo, do perfeito, é horrível!
Quem foge aos padrões de beleza (magro, branco, olhos claros, cabelos lisos) é um monstro, uma "fera" ?
O homem tem que ser alto, barriga de "tanquinho", pernas grossas. A mulher, corpo violão, seios e bunda empinados e durinhos. Quem tem barriguinha de chopp, é careca, tem celulite e estrias, não tem direito a um amor? Pior se torna essa imagem do "perfeito", quando a cobrança vem para nós deficientes. Calma, não estou dizendo que nós deficientes somos feios, mesmo porque eu não sou...kkk. Mas muitos têm pernas e pés defeituosos, cicatrizes, andam tortos, numa cadeira de rodas, são cegos, não tem controle dos movimentos do rosto e corpo. Coisas, que aos olhos preconceituosos da sociedade, são vistas como "feio" e isso atrapalha que nos enxerguem de verdade, que percebam que, em cada um de nós, existe um ser humano, uma pessoa que pode e quer amar e ser amada, como qualquer gostosona ou qualquer malhado de academia. E é isso que a estória " A Bela e a Fera " nos mostra, que precisamos muitas vezes conhecer a "fera" que vemos no outro, para conseguirmos enxergar o quanto aquela pessoa pode ser " bela ".



Autoria: Isaleão.